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Home » Economia » Notícia

17.08.2012 | 16:48

Sustentabilidade no Setor

Indústria da cerâmica vermelha ganha ferramenta que avalia uso eficiente da energia

Iniciativa inédita no setor foi lançada pelo Sebrae durante o 41º Encontro da Anicer, em Campo Grande (MS)

Janaína Mansilha


Apontar as oportunidades de economia de energia na indústria da cerâmica vermelha é o que propõe a ferramenta de autoavaliação em eficiência energética, que o Sebrae lançou durante o 41º Encontro Nacional da Cerâmica Vermelha. O evento, realizado pela Anicer, acontece até o dia 18 de agosto, em Campo Grande (MS).

Através de um sistema, pela internet, o ceramista poderá avaliar em quais áreas deve melhorar a utilização de recursos na empresa. “O empresário terá de responder a um questionário com 50 perguntas. E a partir das suas respostas a ferramenta traça um raio x de como está a eficiência energética”, explica o consultor do Sebrae no Rio de Janeiro, Marcio Américo.

Luiz Henrique.Sebrae/MS.

Ferramenta foi apresentada a empresários ceramistas no estande do Sebrae, durante o 41º Encontro da Anicer.

 
O perfil do negócio sai em forma de relatório, que pode apontar o desperdício de energia em três categorias: Gestão de Processo (política de compras, de funcionários, de monitoramento); Processo Cerâmico (preparação da massa, secagem, queima) e Energia Térmica (isolamento térmico, instalações, iluminação, automação).

“O preenchimento é simples, basta responder ‘sim’, ‘não’ ou ‘não se aplica’ às questões sobre o negócio. O empresário pode fazer sozinho, sem auxílio de um especialista; ele não precisa expor sua fraqueza à outros”, diz Américo. Com o resultado é possível traçar um plano para melhoria das deficiências detectadas, que vai impactar na redução de custos da empresa.

Através do sistema, também é possível fazer o comparativo com os resultados de outras empresas do segmento. A ferramenta online está disponível no site do Sebrae no RJ (www.rj.sebrae.com.br), no link ‘Sustentabilidade’.

Troca da matriz energética

Além de reorganizar os processos produtivos, a indústria cerâmica busca novas alternativas no setor energético. O vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Mato Grosso do Sul e empresário do ramo, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, ressalta a preocupação do setor com o desperdício energético. “Nossos produtos passam pelo fogo e a matriz energética é a lenha. Mesmo que se utilize uma fonte renovável, como o caso de viveiros, ainda tem a questão do carbono”, expõe.

De acordo com Fornari, um dos assuntos que está em debate no segmento no Estado é a utilização do biogás, que quando queima se torna inofensivo à camada de ozônio. A região norte sul-mato-grossense é uma das principais produtoras da cerâmica vermelha e onde há um APL – Arranjo Produtivo Local Terra Cozida do Pantanal que congrega as indústrias ceramistas.

“Hoje São Gabriel do Oeste (cidade localizada ao norte do MS) produz 75 mil metros cúbicos de biogás por dia; são 30 biodigestores numa faixa de extensão de 70 km”, destaca. A intenção, segundo ele, é canalizar o gás produzido e leva-lo até a cidade vizinha, Rio Verde, onde há nove fornos de alto consumo para a produção cerâmica.

“Daria para substituir a lenha e abastecer as cerâmicas, que hoje produzem 10 milhões de tijolos e 1 milhão de metros quadrados de revestimentos cerâmicos por mês”, avalia. Durante o 41º Encontro da Anicer, classe empresarial, sindical, entidades de fomento ao setor, como o Sebrae e a Federação das Indústrias do MS, e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul assinaram um protocolo de intenções para atender às solicitações do setor. Mais informações: 0800-570-0800.

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